Para quê tudo isso?

3 07 2009

Que tenho eu vontade?

Que pode operar sobre mim senão meus anseios?

Que desejo eu que não deseja senão você?!

Que desejamos nós que não fosse ter, ser e dar?

Para que tudo isso?

Para arfirmar que sou

Para impor minha vontade

sobretudo, sobre mim mesmo

Para refletir meu desejo

de ser inexorável

de ter individualidade

de dar sentido

Com que razão?

Que importa meus motivos?

O que garante que meus fundamentos sejam infundáveis?

O que importa mesmo é o que EU desejo.

Não importa o que

nem como.

É vazio. Sem conteúdo, é apenas continente.

Continente do que sou na vastidão do ser que nada tem e tudo quer.

Vontade é minha razão de ser.

E só por isso persisto existir.

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MEGALOWOMAN

14 01 2009


Imprevisível…
Não sou esquizofrênica, acho, porém tenho muitas personalidades, das mais variadas, da introspectiva à despirocada, ao avesso, do impassível ao suscetível, me adequando ao meio, feito camaleão…
Eu tenho, como qualquer um, problemas, e são neles que eu desenvolvo meus defeitos, dentre eles a sinceridade elevada à perversidade… Sou quietinha, até me atiçarem, e se me empolgo, me desconstruo, me revisito, desdobrada tantas vezes que fico irreconhecível. Por vezes faço o tipo menina, muitas vezes moleca e de raro em raro mulherão…
Ninguém se conhece de verdade e nem se mostra por completo a si mesmo, eu brinco de esconde-esconde comigo e se não me perder de vez, encontro outras de mim, me redescubro, me reinvento.
Sou medrosa, mas não deixo isso me paralisar (até agora), estou aberta para ouvir e ser ouvida, me esforço para não prejulgar nada e prezo pelo mesmo. Chego até a ter uma certa ingenuidade, sou crédula na benevolência dos homens, mas a malícia também existe, aí fico no dilema: correr o risco ou não? Hoje digo sim! Sempre digo sim. Corra todos os riscos, todos aqueles que valham a pena, e eles sempre valem, em algum momento valerá ou valeu, sei lá… É outro defeito: sou insegura, muito, e quem não é? Me ponho sempre em dúvida, duvido sempre de mim, vai saber? Com tantas de mim, nunca se sabe com qual delas se está lidando…
Eu tenho caráter e convicções, se quer me ferir seja injusto, incrédulo, cético e desrespeite aquilo que acredito e verá como posso ser amarga. E mesmo assim, eu sei perdoar, relevar e aprender com as mágoas.Eu gosto do silêncio, desde que este não venha acompanhado com a solidão. E solidão não é a mesma coisa que estar sozinho, sozinhos (com nós mesmos) nós sempre estamos.
Eu tenho fome de conhecimento e sede de prazeres, quero me embebedar muito! Acho que sou isso ou nada disso e tudo ao revés, sou a mãe do filho que me pariu! Sou metafórica ainda que não acreditem… Dizem as más línguas que sou viciante, paralisante, desconsertante, mas eu não acredito!